ORTO RIO NA PRAIA - Iniciativa de inclusão abrange litoral do Rio Grande do Norte



“Se eu quero, eu posso”. A frase, determinante para os que pensam em inclusão social através do esporte, resume a proposta do projeto Orto Rio na Praia, promovido pela Orto Rio Natal, que oferece modalidades como o Vôlei Sentado, Futebol de Amputados e Surf com banho em cadeiras anfíbias para portadores de deficiência há 16 anos.

A iniciativa de caráter itinerante que ocorre em praias como Tibau do Sul, Barra do Cunhaú, Tibau do Norte, Areia Branca, Miami (trecho da orla natalense na altura de Areia Preta), Pirangi, Cotovelo, entre outros pontos do Rio Grande do Norte, é sucesso reafirmado a cada edição, conforme ressalta o empresário Leonardo Vasconcelos, diretor da empresa.

“A comunicação dos eventos é realizada via mídia social e grupos de WhatsApp. Assim, tudo acaba virando uma grande reunião da turma, com bate-papo, encontro de amigos, gente da SADEF (Sociedade Amigos do Deficiente Físico). Temos também a participação do Amo Viver, um grupo que já se formou com pessoas que se encontravam nos eventos da Orto Rio na Praia com proposta inclusiva”, comemora.

Leonardo observa, também, que o termo “para-esporte” é inadequado para definir a atividade, já que se trata, de fato, de modalidades esportivas como quaisquer outras, apenas adaptadas para pessoas com algum tipo de limitação física. “Existe o Comitê Olímpico e o Comitê Paraolímpico. Por que o mesmo Comitê Olímpico não poderia incluir atividades adaptadas para unir os atletas?”, questiona. Além da agenda mensal, o Orto Rio na Praia promove dias especiais de inclusão e acessibilidade, levando ao litoral a sua filosofia esportiva.

Outro projeto abraçado pelo empresário, é a Escolinha de Surf Filhos de Mãe Luiza, voltado à geração de oportunidades para crianças e adolescentes do bairro no esporte, com apoio e fornecimento de material como pranchas, parafina, trajes esportivos, além de aulas de reforço no âmbito educacional. As aulas incluem Português, Matemática, História e Geografia, Inglês, Jiu-Jitsu e Capoeira.

As crianças ainda recebem alimentação durante as atividades e, em breve, será disponibilizado um horário noturno para os maiores de 17 anos com vistas ao ENEM. Trata-se de uma ONG beneficente, que trabalha os valores humanos de forma horizontalizada. Leonardo, que se uniu ao fundador Francisco Ventura como apoiador da iniciativa, cita a questão da acessibilidade como algo que vai além do intuito solidário: “A cidade está prestes a discutir o Plano Diretor e não se ouve nem falar em acessibilidade, apenas na verticalização”, observa.
   

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